Friday, February 27, 2009

Sonhei que estava cheio este espaço. Sonhei que as palavras tinham nascido aqui. Imaginei esta esquadria repleta de vocábulos, riscos e rabiscos, imagens, sons e muitos sentimentos. Mas tudo não passou de uma grande confusão. Sonhei sim, mas em vão.
Isto não me pertence. Pertence a todos os que me visitem. A todos os que me lerem. Não passa de uma porta. Ou de uma antecâmara. Para dentro de cada um de nós e até mim, é certo. Mas não é meu. Não posso impôr as minhas regras. Tenho fronteiras aqui. E apesar da liberdade aparente para construir e criar coisas, estou confinada a este paradoxo de um limite sem fim. Sou um ser livre mas sou tua. Estou impregnada deste teu éter. Da ligeireza da tua essência. Deste vazio constante que tantas formas encerra. Da brancura das tuas vestes. Do colorido feito a gosto.
Descobri que estando contigo, estou em ti, e estou só. Mas estou feliz!

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Este papel sabe a sussurros e a olhares... Sabe a palavras gritadas através de ventos e mares. Sabe a gotas de letras, feitas de recordações...