Comecei por querer andar logo ao nascer mas só gatinhei.
Quis crescer duma assentada e ainda hoje sou acriançada.
Por vezes tento chorar e não sai nada.
Outras choro em vez de dar gargalhada.
Pois é.
Os burros deram na água, na água se molharam.
Mas agora estão felizes.
Com os anos já secaram
Thursday, September 16, 2010
Ah! como eu queria ser branca
como as nuvens que há no céu
ser empurrada pelo vento
ficar fina como um véu.
E mesmo assim ser capaz
de combater mil gigantes
ter mil forças, ser um ás(!)
ser tal e qual como dantes
E até parece mal
que nada sendo, eu seja
ser tão estranho e especial
que tendo tudo, afinal,
sempre fica com a inveja
de querer sempre mais sal...
como as nuvens que há no céu
ser empurrada pelo vento
ficar fina como um véu.
E mesmo assim ser capaz
de combater mil gigantes
ter mil forças, ser um ás(!)
ser tal e qual como dantes
E até parece mal
que nada sendo, eu seja
ser tão estranho e especial
que tendo tudo, afinal,
sempre fica com a inveja
de querer sempre mais sal...
Não consigo escrever nada!
Seja sonho ou realidade.
Não tenho ideias, nem penas
Sejam grandes ou pequenas...
Não descubro em mim tal genialidade
Estou vazia, extenuada,
De tanto buscar o talento
Ou a veia criadora
Que me traga de bandeja
Uma rima, que se veja!
Acuso-me fraca escritora,
Sem jeito para tamanha empreitada!
Seja sonho ou realidade.
Não tenho ideias, nem penas
Sejam grandes ou pequenas...
Não descubro em mim tal genialidade
Estou vazia, extenuada,
De tanto buscar o talento
Ou a veia criadora
Que me traga de bandeja
Uma rima, que se veja!
Acuso-me fraca escritora,
Sem jeito para tamanha empreitada!
Inspirada pelas memória de longe,
Pesquei nesta alma quase esquecida da doçura
A frágil condição de um poeta por cumprir.
Obriguei-a a vibrar com as saudades adormecidas
A trautear melodias escondidas debaixo dos móveis
E a inspirar-se nos murmúrios de antigas paixões!
Abarrotei-a de sons doces, de palavras agrestes,
Saturei de sensações e imagens o espaço oco do meu espírito
E no horizonte do tempo, virtuosa, toquei musicas inspiradas !
Explodi, por fim, em gargalhadas
Enquanto os meus dedos, elétricos,
Se perdiam em frases e tremas e tinta
Escrevendo, escrevendo sempre.
Sobre mim, sobre vocês
Sobre o incomensurável vazio das horas,
E dos meses corridos sem luz,
Sobre o preto e branco dos dias
Ou a erupção absoluta da sua cor
Sobre a imensidão destes inexplicáveis afetos
Que elevam uma quase-(in)existência parda
A uma essência universal, resplandecente!
Pesquei nesta alma quase esquecida da doçura
A frágil condição de um poeta por cumprir.
Obriguei-a a vibrar com as saudades adormecidas
A trautear melodias escondidas debaixo dos móveis
E a inspirar-se nos murmúrios de antigas paixões!
Abarrotei-a de sons doces, de palavras agrestes,
Saturei de sensações e imagens o espaço oco do meu espírito
E no horizonte do tempo, virtuosa, toquei musicas inspiradas !
Explodi, por fim, em gargalhadas
Enquanto os meus dedos, elétricos,
Se perdiam em frases e tremas e tinta
Escrevendo, escrevendo sempre.
Sobre mim, sobre vocês
Sobre o incomensurável vazio das horas,
E dos meses corridos sem luz,
Sobre o preto e branco dos dias
Ou a erupção absoluta da sua cor
Sobre a imensidão destes inexplicáveis afetos
Que elevam uma quase-(in)existência parda
A uma essência universal, resplandecente!
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