Friday, February 27, 2009

De fora para dentro
Pensamento, embora!
Que se foi o vento/vontade de te ter/parir
Embrião-desejo de te ver entrar
Ou de te ver sair.
Ou mesmo o ensejo de te dar um beijo
Ou sequer sorrir.
Sem fora nem dentro.
Momento perdido num ápice frágil.
E não poder fugir .
Sem mão, sem tesão, sem engulir.
Antevendo mornamente
O pálido eco que teima repetir,
Tarde despertando deste movimento.
Depois, atenta, desponta em mim
A debilidade de um lamento
Trazido bem do fundo, bem de dentro
Sem forma, sem estrutura, sem alento
Respirado, suspirado, em crescimento,
Sofrido, fraco, forte, assim assim.

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Este papel sabe a sussurros e a olhares... Sabe a palavras gritadas através de ventos e mares. Sabe a gotas de letras, feitas de recordações...