Dentro de mim também choro.
Um choro ácido.
Feito de lágrimas secas e gastas pela surpresa
E desespero de nada poder fazer.
Dentro de mim também grito.
E ninguém me ouve,
porque a minha voz se cala
perante a dor que me tem presa...
Dentro de mim também chove.
Gotas de uma tristeza assim...
E o sofrimento afoga o meu coração
nesta impotência de antever o fim
Oh! como eu queria pegar-te nos meus braços
e embalar-te ao ritmo dos passos
que dou para te encontrar
E se possível tirar-te este inferno
E, em troca, dar o meu corpo e até o Inverno(!)
Para te proteger até a Morte chegar...
Friday, February 27, 2009
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