Estranha Musa inspiradora
Volúvel, errante, sonhadora
Mulher inconstante de sagaz humor
Lágrima, paixão, soluço de amor
Assombrosa imagem, delirante génio
Sensual abraço, destemido engenho
Musa sem nome, eterna mudança
Mutante infinita, rosto de esperança
Musa boémia, misteriosa, gata
Que inebria os sentidos sem aviso nem data
Musa sereia das onda do mar
Libertino azul que me prende o olhar
Musa da noite, escura de breu,
Feiticeira de Oz, fascínio e céu
Musa estrela, brilhante guia
Do espírito a luz, deliciosa, Fria
Agua sedutora, mitiga a ansiedade.
Fada curiosa, sábia divindade.
Musa de mim, que a escrever m’ obriga e
Me aquece a alma, inquieta amiga.
Friday, October 13, 2006
Wednesday, October 11, 2006
CONTO INFANTIL - Ele há coisas
Era uma vez uma coisa entre coisas.como muitas outras coisas, não se sabia bem para o que servia, o que era ou porque estava ali.mas era bonita, com muitas mais coisas por dentro e por fora a enfeitar. por dentro fazia barulho devido ao arroz a dançar; por fora tinha pózinhos dourados, de encantar.E era grande e redonda, cheia de luzinhas....Estava dentro de uma caixa, no armário de uma família feliz.De vez em quando ouvia a família: portas a bater, miúdos a correr, vozes, barulhos ... E ela, para ali arrumada, sem destino .Mas como era grande, redonda e cheia de luzinhas, não a deitaram fora : podia servir para qualquer coisa (Lá está! também não se sabia muito bem para o quê!) Esta coisa tinha várias penas. Uma delas era não ter um nome(Sim, porque tudo na vida tem um nome, não é?)Mas não era parecida com nada conhecido !! e por isso ninguém sabia o que lhe chamar!!E assim, passavam-se os dias, uns atrás dos outros, e ela para ali... ansiosa, na esperança que aparecesse outra coisa igual a ela...Grande, redonda e cheia de luzinhas..Ela bem olhava para trás, para a frente, para os lados, mas não aparecia nenhum coisa semelhante.Até que um dia, começaram os preparativos para o Natal. E os pais abriram o armário e tiraram de lá várias caixas,cheias de luzes e enfeites, que foram levadas para a sala para decorar o pinheiro bonito, que estava junto à janela grande. Nessa altura, um dos meninos perguntou à mãe « ?puquéque? não pões também aquela coisa na ávore? » e a mãe assim fez: ali bem no meio dos ramos verdes, até nem era má ideia!E aquela coisa, como era grande, redonda e cheia de luzinhas,ficou lá tão bem! Então, de repente, viu-se rodeada de mil outras coisas também redondas, umas maiores, outras mais pequenas, com luzinhas e sem elas!! muiiiito parecidas com ela!! YUPIIII! Pensou. Estou rodeada de coisas e coisinhas como eu! Já não estou sozinha!Pela tardinha, quando o pai chegou a casa, reparando na árvore de natal, disse: - Olha, olha!! onde é que encontraram isto? Nem sabia que ainda existia! Sabem que fui eu que a fiz com a minha mãe quando era pequeno? Devia ter para aí uns quatro anos! – e, virando-se para o filho exclamou:- Oh Tiago, não queres fazer também umas coisas parecidas para enfeitar o nosso Natal ?Todos ficaram surpreendidos com o convite! Pois se o pai nunca parava para brincar!! E foi um momento tão especial que pôs toda a família feliz! Até aquela coisa, que era grande, redonda e cheia de luzinhas, ficou contente, porque viu o pai e o filho a tentar fazer outra coisa igual a ela !! Compreendeu então porque esteve guardada durante tanto tempo. Afinal não fora por esquecimento mas sim por ser importante!
Porque era feita de momentos de ternura cheios de palavras mágicas como estas que se ouviam agora. «Liiindo! Estás a ver como és capaz?».
FIM
Era uma vez uma coisa entre coisas.como muitas outras coisas, não se sabia bem para o que servia, o que era ou porque estava ali.mas era bonita, com muitas mais coisas por dentro e por fora a enfeitar. por dentro fazia barulho devido ao arroz a dançar; por fora tinha pózinhos dourados, de encantar.E era grande e redonda, cheia de luzinhas....Estava dentro de uma caixa, no armário de uma família feliz.De vez em quando ouvia a família: portas a bater, miúdos a correr, vozes, barulhos ... E ela, para ali arrumada, sem destino .Mas como era grande, redonda e cheia de luzinhas, não a deitaram fora : podia servir para qualquer coisa (Lá está! também não se sabia muito bem para o quê!) Esta coisa tinha várias penas. Uma delas era não ter um nome(Sim, porque tudo na vida tem um nome, não é?)Mas não era parecida com nada conhecido !! e por isso ninguém sabia o que lhe chamar!!E assim, passavam-se os dias, uns atrás dos outros, e ela para ali... ansiosa, na esperança que aparecesse outra coisa igual a ela...Grande, redonda e cheia de luzinhas..Ela bem olhava para trás, para a frente, para os lados, mas não aparecia nenhum coisa semelhante.Até que um dia, começaram os preparativos para o Natal. E os pais abriram o armário e tiraram de lá várias caixas,cheias de luzes e enfeites, que foram levadas para a sala para decorar o pinheiro bonito, que estava junto à janela grande. Nessa altura, um dos meninos perguntou à mãe « ?puquéque? não pões também aquela coisa na ávore? » e a mãe assim fez: ali bem no meio dos ramos verdes, até nem era má ideia!E aquela coisa, como era grande, redonda e cheia de luzinhas,ficou lá tão bem! Então, de repente, viu-se rodeada de mil outras coisas também redondas, umas maiores, outras mais pequenas, com luzinhas e sem elas!! muiiiito parecidas com ela!! YUPIIII! Pensou. Estou rodeada de coisas e coisinhas como eu! Já não estou sozinha!Pela tardinha, quando o pai chegou a casa, reparando na árvore de natal, disse: - Olha, olha!! onde é que encontraram isto? Nem sabia que ainda existia! Sabem que fui eu que a fiz com a minha mãe quando era pequeno? Devia ter para aí uns quatro anos! – e, virando-se para o filho exclamou:- Oh Tiago, não queres fazer também umas coisas parecidas para enfeitar o nosso Natal ?Todos ficaram surpreendidos com o convite! Pois se o pai nunca parava para brincar!! E foi um momento tão especial que pôs toda a família feliz! Até aquela coisa, que era grande, redonda e cheia de luzinhas, ficou contente, porque viu o pai e o filho a tentar fazer outra coisa igual a ela !! Compreendeu então porque esteve guardada durante tanto tempo. Afinal não fora por esquecimento mas sim por ser importante!
Porque era feita de momentos de ternura cheios de palavras mágicas como estas que se ouviam agora. «Liiindo! Estás a ver como és capaz?».
FIM
Friday, September 08, 2006
FESTIVALADA
Ingredientes:
2 apresentadores frenéticos, de olhos esbugalhados, recheados de risinhos estereotipados
1 mão cheia de borrachos ou pipis
2 ou 3 frangos maricas
3 duzias de pernas de galinha-salta-no-chão
5 litros de "playback"
1 colher de sopa de "etno"
1 duzia de pandeiretas ou instrumentos afins
6 músicos vivos
1 mão cheia de vozes de cana rachada
1 pitada de "desafinanços"
1 garrafão de champanhe
Pirosice, berloques, purpurinas e microfones q.b.
Bailarinos e contorcionistas aos pinotes
Make up a gosto
Bandeiras, claques e confetis para compôr ambiente e público
Misturar muito bem.
Cozer, no palco, mais de duas horas.
Ir verificando, pacientemente, se acabou.
AVISO: Não assustar se o resultado final for monstruoso.
Esta receita é mesmo assim: piora sempre.
Ingredientes:
2 apresentadores frenéticos, de olhos esbugalhados, recheados de risinhos estereotipados
1 mão cheia de borrachos ou pipis
2 ou 3 frangos maricas
3 duzias de pernas de galinha-salta-no-chão
5 litros de "playback"
1 colher de sopa de "etno"
1 duzia de pandeiretas ou instrumentos afins
6 músicos vivos
1 mão cheia de vozes de cana rachada
1 pitada de "desafinanços"
1 garrafão de champanhe
Pirosice, berloques, purpurinas e microfones q.b.
Bailarinos e contorcionistas aos pinotes
Make up a gosto
Bandeiras, claques e confetis para compôr ambiente e público
Misturar muito bem.
Cozer, no palco, mais de duas horas.
Ir verificando, pacientemente, se acabou.
AVISO: Não assustar se o resultado final for monstruoso.
Esta receita é mesmo assim: piora sempre.
IN-SENSO(M)
Fechou com estrondo a porta do quarto. Atirou os livros para um canto, pôs a música aos berros e sentou-se no tampo da secretária. «Abro ou não abro?» perguntou-se. Não, ainda não. Bamboleando o corpo, pôs-se a cantarolar «you’re beautifuuuuul, it’s true», acompanhando a voz do James Blunt na aparelhagem, enquanto olhava de esguelha para a carta... «E se não tiver ganho? Mas a carta já é bom sinal, não?!» ia dizendo baixinho. Até que se decidiu. E trémula, abriu o envelope, rasgando um canto da folha. De relance leu «Temos o prazer de informar que.....» ... E já não viu mais nada! Uivando de alegria, saíu para o corredor gritando «Mãããããããeeee!! Consegui!! Ganhei! »Aos tropeções, foi-se atirar nos braços da mãe, pulando e dançando com ela! «Páááára! Que barulheira! Mostra, deixa-me ler» pediu a mãe. «Já vou buscar. Mas primeiro abraça-me. Vá lá. Dá-me os parabéns. Não é todos os dias que se tem uma escritora de 16 anos premiada na cozinha, hein?!!» Depois da excitação inicial,e perante a insistência da mãe, a Maria lá foi buscar a carta para ler os pormenores. Só aí, ao olhar novamente, é que viu o resto. «(...) foi alargado o prazo para entrega dos trabalhos a concurso(...)». «Não, não acredito! Eu já mandei tudo à tanto tempo, o que é que me interessa que o prazo seja alargado?! Bolas!!! Estava tão contente!!» dizia, ao ritmo da batida impaciente dos tacões altos no chão, o que dava aos seus passos uma tonalidade de tropa: um, dois, três, para um lado, um, dois, três, para o outro!«Devias ter lido com mais atenção, em vez de desatares nessa gritaria desenfreada.» disse-lhe a mãe numa voz suave.«Por um momento, senti-me famosa!» murmurou para si. Depois entristeceu, e remeteu-se àquele pessimismo muito seu, que lhe prenunciava já o insucesso e o anonimato. E acabrunhada, fugiu para o seu canto e atirou-se para cima da cama., soluçando amargamente.Então a mãe, com um sorriso apaziguador , típico da sua calma de mãe-porto seguro, entrou pé ante pé no quarto. E acendeu um pau de incenso para serenar a sua menina fazedora de contos.
Fechou com estrondo a porta do quarto. Atirou os livros para um canto, pôs a música aos berros e sentou-se no tampo da secretária. «Abro ou não abro?» perguntou-se. Não, ainda não. Bamboleando o corpo, pôs-se a cantarolar «you’re beautifuuuuul, it’s true», acompanhando a voz do James Blunt na aparelhagem, enquanto olhava de esguelha para a carta... «E se não tiver ganho? Mas a carta já é bom sinal, não?!» ia dizendo baixinho. Até que se decidiu. E trémula, abriu o envelope, rasgando um canto da folha. De relance leu «Temos o prazer de informar que.....» ... E já não viu mais nada! Uivando de alegria, saíu para o corredor gritando «Mãããããããeeee!! Consegui!! Ganhei! »Aos tropeções, foi-se atirar nos braços da mãe, pulando e dançando com ela! «Páááára! Que barulheira! Mostra, deixa-me ler» pediu a mãe. «Já vou buscar. Mas primeiro abraça-me. Vá lá. Dá-me os parabéns. Não é todos os dias que se tem uma escritora de 16 anos premiada na cozinha, hein?!!» Depois da excitação inicial,e perante a insistência da mãe, a Maria lá foi buscar a carta para ler os pormenores. Só aí, ao olhar novamente, é que viu o resto. «(...) foi alargado o prazo para entrega dos trabalhos a concurso(...)». «Não, não acredito! Eu já mandei tudo à tanto tempo, o que é que me interessa que o prazo seja alargado?! Bolas!!! Estava tão contente!!» dizia, ao ritmo da batida impaciente dos tacões altos no chão, o que dava aos seus passos uma tonalidade de tropa: um, dois, três, para um lado, um, dois, três, para o outro!«Devias ter lido com mais atenção, em vez de desatares nessa gritaria desenfreada.» disse-lhe a mãe numa voz suave.«Por um momento, senti-me famosa!» murmurou para si. Depois entristeceu, e remeteu-se àquele pessimismo muito seu, que lhe prenunciava já o insucesso e o anonimato. E acabrunhada, fugiu para o seu canto e atirou-se para cima da cama., soluçando amargamente.Então a mãe, com um sorriso apaziguador , típico da sua calma de mãe-porto seguro, entrou pé ante pé no quarto. E acendeu um pau de incenso para serenar a sua menina fazedora de contos.
ACRÓSTICOS
Navego em águas sombrias
Afastando, impaciente, o
Vento que me revolve as ideias.
Enquanto espero a luz do sol,
Guardo bem fundo gestos selvagens e fugazes,
Arremessando para longe esta
Revolta intemporal de ser coisa nenhuma
Antes do tempo a
Felicidade já existia. Mas devagar,
Intermitente. E
Na penumbra, fiquei inventando
Amanhãs, ansiosa por ser atingida,
Literalmente, por ti.
Impávido, o écran vai divulgando o medo e o
Nascimento de inocentes, na segurança de nada,
Cinzentos de morte e de frio. Vêem-se
Restos humanos misturados com destroços.
Imagens-memória de uma guerra-
Veneno, com a miséria estampada, como um
Emblema. E para lá desses céus de sangue, bem longe ,
Lê-se, nos olhos de quem assiste, a incredulidade.
Sonhei a imensidão do azul do céu
Oferecida em infinitos momentos
Navegados no branco das nuvens.
Houve em mim uma alma a tocar a lua. E os meus
Olhos foram-se tingindo de
Silêncios eternos e suaves marfins
Navego em águas sombrias
Afastando, impaciente, o
Vento que me revolve as ideias.
Enquanto espero a luz do sol,
Guardo bem fundo gestos selvagens e fugazes,
Arremessando para longe esta
Revolta intemporal de ser coisa nenhuma
Antes do tempo a
Felicidade já existia. Mas devagar,
Intermitente. E
Na penumbra, fiquei inventando
Amanhãs, ansiosa por ser atingida,
Literalmente, por ti.
Impávido, o écran vai divulgando o medo e o
Nascimento de inocentes, na segurança de nada,
Cinzentos de morte e de frio. Vêem-se
Restos humanos misturados com destroços.
Imagens-memória de uma guerra-
Veneno, com a miséria estampada, como um
Emblema. E para lá desses céus de sangue, bem longe ,
Lê-se, nos olhos de quem assiste, a incredulidade.
Sonhei a imensidão do azul do céu
Oferecida em infinitos momentos
Navegados no branco das nuvens.
Houve em mim uma alma a tocar a lua. E os meus
Olhos foram-se tingindo de
Silêncios eternos e suaves marfins
DA JANELA DO MEU QUARTO
Da janela do meu quarto vejo a janela do 4º andar do prédio em frente.E nessa janela vejo o reflexo do meu olhar, a devassar o universo íntimo de alguém. Todos os dias tento ver mais e descobrir mais. O meu “voyeurismo” está a tornar-se uma obssessão. Já te trato como parte integrante do meu ritual diário. Como serás? Será que estás bem? Nunca abres a janela ou te aproximas...Até que decido alterar este horário. Resolvo espreitar ao fim do dia, quando chego a casa. Talvez assim...Nessa expectativa, nem consigo trabalhar direito. Não me concentro, tal a excitação que me invade por saber que vou encontrar a tua luz para lá da vidraça. Por fim, numa tarde muito escura de inverno, vejo-te ali e dou um rosto aos meus devaneios curiosos. Surpreendida, percebo-te deitado, enroscado, num novelo de desespero e solidão. Sinto os teus olhos tristes a percorrer o escuro como se (me) procurassem... E imagino o som das tuas lágrimas secas, os músculos flácidos e os espasmos de dor que te sacodem o corpo.Espreitar já não me satisfaz mais. Pressinto que precisas de alguém.Então, saio correndo, atravesso a rua e vou ter contigo
Da janela do meu quarto vejo a janela do 4º andar do prédio em frente.E nessa janela vejo o reflexo do meu olhar, a devassar o universo íntimo de alguém. Todos os dias tento ver mais e descobrir mais. O meu “voyeurismo” está a tornar-se uma obssessão. Já te trato como parte integrante do meu ritual diário. Como serás? Será que estás bem? Nunca abres a janela ou te aproximas...Até que decido alterar este horário. Resolvo espreitar ao fim do dia, quando chego a casa. Talvez assim...Nessa expectativa, nem consigo trabalhar direito. Não me concentro, tal a excitação que me invade por saber que vou encontrar a tua luz para lá da vidraça. Por fim, numa tarde muito escura de inverno, vejo-te ali e dou um rosto aos meus devaneios curiosos. Surpreendida, percebo-te deitado, enroscado, num novelo de desespero e solidão. Sinto os teus olhos tristes a percorrer o escuro como se (me) procurassem... E imagino o som das tuas lágrimas secas, os músculos flácidos e os espasmos de dor que te sacodem o corpo.Espreitar já não me satisfaz mais. Pressinto que precisas de alguém.Então, saio correndo, atravesso a rua e vou ter contigo
EM-VELHA-SER
Estou andando a caminho de em velha me tornar
E de tudo me esquecer e nada já me lembrar
Mas quando o meu corpo já não responder à chamada
e o meu espírito parecer não pensar em mais nada
De herança fica uma vida com mil coisas para contar,
recheada de imagens e palavras de (en)cantar.
Deixo-as bem coloridas, repletas de sensações,
donas de muita alegria, formas e ilusões...
E se acaso acontecer uma lágrima cair
(ou um sorriso a nascer se transformar quase em rir)
ao percorrer devagar as páginas que eu inventei,
espero que seja de emoção por aquilo que criei.
E no fim, mãe que fui, abençoada, duma prole exemplar
quero que os frutos desses dias inspirados
se transfomem em musica, em cantigas de sonhar
para embalar docemente os meus meninos já gente
e a saudade existente poder assim apagar.......
Estou andando a caminho de em velha me tornar
E de tudo me esquecer e nada já me lembrar
Mas quando o meu corpo já não responder à chamada
e o meu espírito parecer não pensar em mais nada
De herança fica uma vida com mil coisas para contar,
recheada de imagens e palavras de (en)cantar.
Deixo-as bem coloridas, repletas de sensações,
donas de muita alegria, formas e ilusões...
E se acaso acontecer uma lágrima cair
(ou um sorriso a nascer se transformar quase em rir)
ao percorrer devagar as páginas que eu inventei,
espero que seja de emoção por aquilo que criei.
E no fim, mãe que fui, abençoada, duma prole exemplar
quero que os frutos desses dias inspirados
se transfomem em musica, em cantigas de sonhar
para embalar docemente os meus meninos já gente
e a saudade existente poder assim apagar.......
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Na relva húmida do parque, deitada ficaste olhando o ceu e as estrelas. Junto ao canteiro do lago (onde um dia observaste os cisnes, invisív...
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"Aquela magnólia do jardim ao lado tinha raízes profundas na minha infância e nos meus sonhos. Aquela magnólia tinha um tronco enorme e...