Naquela ventania, ninguém estaria sossegado em casa, imaginando o pior, quando tudo
começou. Ninguém previra nada daquela dimensão.
Quem ainda olhara o horizonte, vira as nuvens negras cavalgando
o céu, apressadas, para se reunirem num terrível abraço.
Quem tinha portadas
fortes, cerrara toda a casa, trancando-se no escuro.
Quem não tinha protecção,
procurara espaços esconsos, becos pequenos, rezando para que a natureza em
fúria não se lembrasse de si.
Quem, como ele, nem isso tinha, olhara
embasbacado aquele estranho tubo de ventos em turbilhão e, paralisado pela
curiosidade e o álcool, deixara-se levar no ar, num rodopio desnorteado, rindo
loucamente!
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