«Chego amanhã,
com o nascer do sol. Escusas de preocupar com preparativos ou comidas
especiais. Vou para te arrancar dessa…»
(…) vida triste e cinzenta. Quero-te livre, sem medos,
pronta a abraçar-me! Já te dei sinais, prepara a mala. Mas antes não te
esqueças de deixar à vista, aquela carta que tens escondida na carteira há
vários meses. Vais ver que ele irá finalmente perceber o isolamento e o
silêncio. Estou ansioso por ver os teus sorrisos, ouvir as tuas palavras, tocar
o teu rosto e mergulhar os meus olhos nos teus que adivinho doces. Sei que
todos os dias, a partir de agora, vão ser novos. Uns mais difíceis que outros.
Mas vou estar para sempre contigo, primeiro exigindo de ti, depois dando tudo.
Até um futuro, seja ele qual fôr.
Não lamentes nada, ainda bem que decidiste por mim!
PS: Já te amo, minha mãe, mesmo sem saber o que isso é.
Teu, bébé.
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