Monday, February 04, 2019

EC Cascais 21 Jan 2019 - Terra mãe


A desolação da paisagem deixou-me os dedos frios e o espírito atento, obrigando os meus olhos a reparar no céu, pincelado de branco e de luz. A leveza do ar trouxe-me a sabedoria da nascente gelada, onde a água límpida, procurava nesgas de sol para derreter e deixar-se ir escorrendo, gota a gota, pelo pequeno leito de pedras redondas.
O vento empurrou-me encosta abaixo e fui olhando esta minha terra, minha mãe, onde sou parte de tudo. E ao chegar a casa, trazida pelo fim do dia, gozei mais uma vez a dança do fogo ardente, aninhada nos teus braços e nas memórias dos nossos dias.

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Este papel sabe a sussurros e a olhares... Sabe a palavras gritadas através de ventos e mares. Sabe a gotas de letras, feitas de recordações...