A desolação da paisagem deixou-me os dedos frios e o
espírito atento, obrigando os meus olhos a reparar no céu, pincelado de branco
e de luz. A leveza do ar trouxe-me a sabedoria da nascente gelada, onde a água
límpida, procurava nesgas de sol para derreter e deixar-se ir escorrendo, gota
a gota, pelo pequeno leito de pedras redondas.
O vento empurrou-me encosta abaixo e fui olhando esta minha
terra, minha mãe, onde sou parte de tudo. E ao chegar a casa, trazida pelo fim
do dia, gozei mais uma vez a dança do fogo ardente, aninhada nos teus braços e
nas memórias dos nossos dias.
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