Friday, September 08, 2006

ACRÓSTICOS

Navego em águas sombrias
Afastando, impaciente, o
Vento que me revolve as ideias.
Enquanto espero a luz do sol,
Guardo bem fundo gestos selvagens e fugazes,
Arremessando para longe esta
Revolta intemporal de ser coisa nenhuma

Antes do tempo a
Felicidade já existia. Mas devagar,
Intermitente. E
Na penumbra, fiquei inventando
Amanhãs, ansiosa por ser atingida,
Literalmente, por ti.

Impávido, o écran vai divulgando o medo e o
Nascimento de inocentes, na segurança de nada,
Cinzentos de morte e de frio. Vêem-se
Restos humanos misturados com destroços.
Imagens-memória de uma guerra-
Veneno, com a miséria estampada, como um
Emblema. E para lá desses céus de sangue, bem longe ,
Lê-se, nos olhos de quem assiste, a incredulidade.


Sonhei a imensidão do azul do céu
Oferecida em infinitos momentos
Navegados no branco das nuvens.
Houve em mim uma alma a tocar a lua. E os meus
Olhos foram-se tingindo de
Silêncios eternos e suaves marfins

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Este papel sabe a sussurros e a olhares... Sabe a palavras gritadas através de ventos e mares. Sabe a gotas de letras, feitas de recordações...