Thursday, May 21, 2009

Esta manhã acordei azul
Reflexo do rio que me abraça
Esta manhã sinto-me diferente
Da vida, para lá da vidraça.
Esta manhã vou fingir
ter a alma de um poeta
Gritando os meus versos bem alto,
Como se fosse um profeta.
E com surpresa, maravilhada,
Vou inventar poemas feitos de quase nada
Esta manhã vou ter voz e dizer
As palavras todas que a caneta me trouxer
E depois quando a manhã partir,
Já cansada de me aturar
Vou olhar o céu e pedir
Que traga a noite para me embalar.

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Este papel sabe a sussurros e a olhares... Sabe a palavras gritadas através de ventos e mares. Sabe a gotas de letras, feitas de recordações...