Saiu de casa, aliviado. O duche lavara os sonhos. Na paragem
do 58, viu gente a quem sorriu. Ninguém reparou nele, olhando o autocarro que
chegava. Entrou, e viu reflectido no espelho do motorista um desconhecido,
barbudo, de cabelo claro e frios olhos azuis. Afinal não fora um sonho: estava
preso num corpo estranho, e não sabia como lá entrara e se alguma vez sairia.
Cambaleou assustado, mas a sua alma negra sossegou-o . Talvez acordasse entretanto…
Monday, April 17, 2017
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