Thursday, September 16, 2010

Inspirada pelas memória de longe,
Pesquei nesta alma quase esquecida da doçura
A frágil condição de um poeta por cumprir.
Obriguei-a a vibrar com as saudades adormecidas
A trautear melodias escondidas debaixo dos móveis
E a inspirar-se nos murmúrios de antigas paixões!
Abarrotei-a de sons doces, de palavras agrestes,
Saturei de sensações e imagens o espaço oco do meu espírito
E no horizonte do tempo, virtuosa, toquei musicas inspiradas !
Explodi, por fim, em gargalhadas
Enquanto os meus dedos, elétricos,
Se perdiam em frases e tremas e tinta
Escrevendo, escrevendo sempre.
Sobre mim, sobre vocês
Sobre o incomensurável vazio das horas,
E dos meses corridos sem luz,
Sobre o preto e branco dos dias
Ou a erupção absoluta da sua cor
Sobre a imensidão destes inexplicáveis afetos
Que elevam uma quase-(in)existência parda
A uma essência universal, resplandecente!

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Este papel sabe a sussurros e a olhares... Sabe a palavras gritadas através de ventos e mares. Sabe a gotas de letras, feitas de recordações...