Desafio 225
(vocabulário associado ao mundo da estética e dos cabeleireiros
Tentou pintar as ideias e
escovar o medo. Precisava disfarçar os fantasmas sem cor que a perseguiam. Ainda
não aprendera como limar da alma tanta solidão. Cada dia mais desgrenhada pelo
vazio, desembaraçou-se do pensamento, escondendo-se do mundo que lho destruiu.
Enrolada sobre si mesma, nem o calor do sol a secou por dentro. Quando a viram
alongada no passeio, sorria. Como se se visse ao espelho. Conseguira lavar-se
do sofrimento esticando as mãos para a paz.
3 comments:
Olá!
Sou pouco actualizada nestas coisas dos blogs e comentários, mas vi hoje o teu elogia, que muito bem me soube, ao meu primeiro contributo para o projecto dos desafios em 77 palavras e fiquei por aqui a ler-te.
Parabéns, tens textos aos quais me dá vontade de responder, coisa que - às vezes - me acontece ao ler contos de alguns autores.
Espero que continues a escrever, eu é por temporadas, umas melhores que outras.
Obrigada mais uma vez,
Efeitocris
Cristiana
Obrigada pelo comentário e o incentivo. Sou como dizes. Também escrevo por ímpetos. E nos últimos tempos ando um pouco mais parada. Mas cá no fundo as palavras continuam a fervilhar 😘
A Deus ou a mim mesma?
Fecha os teus olhos. Tu pediste.
Demorei, mas permiti-me a confiar. Mais em ti do que em mim.
Procura-me bem dentro de ti, Onde o pensamento se passeia de mão dada com o coração.
“Onde o pensamento se passeia de mão dada com o coração”, frase tua que ficou a ecoar em mim, tal mantra ou oração.
Procura por aí, entre imagens e memórias. E onde cada sonho tem nome…
Que nome dar aos sonhos, senão saudade?
Hei-de lá estar, embrulhado em saudades, disfarçado de horizonte
ou escondido no céu de um olhar azul que só senti.
Tenho de te interromper: Não me fales em saudades que me tiras o horizonte e o azul do mar.
Vá lá, vê-me como me imaginaste. Alto, louro, meio anjo, meio gente.
Sendo tudo isso, sendo tão diferente,
Não passando de ser o esboço que sonhaste.
Nunca te vi, nem te sonhei, mas sempre chamei por ti.
Fecha os teus olhos, que eu fico aqui, também sem os abrir.
Pensando na mãe que não pude fazer sorrir.
E tu, deixa-te ficar assim
deixando-me acreditar que ainda te lembras de mim.
Fico sim, de olhos fechados, nem mãe nem serena, querendo é lembrar-me de mim
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