Friday, October 22, 2010

Não leio
Não penso
Não escrevo
Não faço
Não nada
Estou quase paralisada
Só olho sem ver
E quero passar
Adiante, sem perturbar,
Na rua alguém a andar
E eu parada a olhar...
Vazio inquieto, este
Cansaço dormente
Oca forma de semente
Contraponto estranho
Escolha imposta
E sem tamanho
Não vejo
Não toco
Não mexo
Não desejo
Não nada
Estou morta e enterrada
Catatónico estado
De viver pasmado
Sem ritmo nem vontade
De correr a vida,
Sem fazer alarde!

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Este papel sabe a sussurros e a olhares... Sabe a palavras gritadas através de ventos e mares. Sabe a gotas de letras, feitas de recordações...